A Honda CG é, sem exagero, um ícone brasileiro. Desde 1976, ela está nas ruas, nas garagens e nas histórias de milhões de motociclistas. Agora, em sua 10ª geração, a CG 160 2025 chega com importantes atualizações — mas será que elas são suficientes para manter a moto na liderança?
Neste artigo, vamos além da ficha técnica: mostramos o que há de novo, o que funciona bem, o que ainda pode melhorar e como a CG se sai diante de concorrentes diretas como a Yamaha Factor 150 UBS e a Haojue DR 160.
O que a nova geração realmente entrega?
A linha CG 160 2025 passou por mudanças estruturais importantes:
- Nova suspensão dianteira com tubos de 33 mm (antes 31 mm)
- Nova balança traseira com perfil retangular, mais estável
- Rodas de liga leve em todas as versões
- Freio a disco dianteiro de série em todas
- Freio a disco traseiro e ABS na Titan
- Novo design com tanque encapsulado e LED no farol/lanterna (Fan e Titan)
- Painel digital com indicador de marcha e consumo
- Porta USB-C (Titan de série, Fan opcional)
É um avanço sólido, que moderniza o modelo sem perder o DNA de moto robusta, econômica e fácil de manter.
Ponto forte: confiabilidade e custo de manutenção
O motor monocilíndrico OHC 162,7 cc flex (exceto na Start) segue o mesmo: entrega até 15,1 cv com etanol, torque de 1,54 kgf.m e está dentro da norma ambiental PROMOT 5. É eficiente, confiável, silencioso e responde bem ao uso urbano.
Não espere desempenho esportivo — esse motor foca na durabilidade e baixo custo. A manutenção é simples, com peças baratas e ampla rede de oficinas. Um dos trunfos da CG é justamente esse: ser barata para rodar e manter.
Consumo: excelente, mas há rivais no páreo
A CG continua muito econômica:
- Cidade: 40 a 45 km/l (gasolina)
- Estrada: 35 a 40 km/l
- Tanque: 16,1 litros (autonomia superior a 600 km)
Mas é importante destacar que motos concorrentes entregam números semelhantes ou até melhores. A Yamaha Factor 150 UBS, por exemplo, pode ultrapassar 48 km/l em uso urbano leve e tem desempenho semelhante.
Comparativo direto com concorrentes
Vamos olhar como a CG se posiciona frente a duas rivais diretas em 2025:
| Característica | Honda CG 160 Fan 2025 | Yamaha Factor 150 UBS | Haojue DR 160 CBS |
|---|---|---|---|
| Potência (etanol) | 15,1 cv | 12,4 cv | 15,6 cv |
| Painel com indicador de marcha | Sim | Sim | Sim |
| Rodas de liga leve | Sim | Sim | Sim |
| Farol em LED | Sim | Não | Sim |
| Freio traseiro a disco | Não (só na Titan) | Não | Sim |
| Sistema de freios | CBS | UBS | CBS |
| USB-C | Opcional | Não | Não |
| Preço base (abril/2025) | R$ 16.290 (Fan) | R$ 15.890 (Factor UBS) | R$ 17.490 (DR 160) |
Pontos fortes da CG:
- Melhor rede de pós-venda e peças
- Mais torque e motor flex
- Melhor visual (Titan/Fan)
- Tecnologia prática como painel completo e USB-C
Pontos fracos:
- Preço mais alto nas versões intermediárias
- Ainda usa tambor traseiro (exceto Titan)
- Motor não mudou em desempenho há anos
- A Start não tem opção flex (diferente da Fan e Titan)
Quem deve comprar a CG 160 2025?
Ela ainda é uma excelente escolha para quem busca uma moto para o dia a dia, confiável e econômica. É ideal para:
- Motofretistas
- Quem está comprando a primeira moto
- Usuários urbanos que prezam por baixo custo e conforto
- Quem quer facilidade para vender depois
Por outro lado, se você está disposto a abrir mão da marca Honda e quer mais desempenho pelo mesmo preço, a Haojue DR 160 entrega mais potência e visual moderno, enquanto a Yamaha Factor 150 UBS oferece economia ainda maior com valor mais acessível.
Vale o investimento?
Sim, mas com ressalvas. A CG 160 2025 evoluiu muito — principalmente em tecnologia e ciclística. O visual está mais moderno, o painel é mais completo e o pacote de conforto foi aprimorado.
Contudo, a falta de freio a disco traseiro nas versões Start e Fan, o motor com desempenho já conhecido (sem melhorias reais em anos) e o preço ligeiramente acima da média exigem que o consumidor compare com atenção.
Se o que você valoriza é confiabilidade, revenda, rede de assistência e economia, a CG 160 ainda reina com autoridade. Mas se quer uma moto com mais “pegada”, itens de série mais completos e menor custo inicial, vale olhar com carinho para as concorrentes.
